RISCO DE CONTAMINAÇÃO POR CLOSTRIDIUM DIFFICILE EM AMBIENTES HOSPITALARES, PATOGENICIDADE E CONTROLE

Patricia Richieri, Marco Aurélio Ferreira Federige

Resumo


O Clostridium difficile é um bacilo Gram-positivo anaeróbio estrito, produtor de toxinas que danificam a parede do intestino, capaz de formar esporos, o que facilita sua transmissão e auxilia em sua sobrevivência. As doenças associadas a ele variam de colonização assintomática à colite pseudomembranosa, podendo levar ao megacólon tóxico, perfuração do intestino e óbito. A infecção por este microorganismo é principalmente de origem nosocomial e, na maioria das vezes, ocorre como consequência de antibioticoterapia, devido à perturbação da microbiota intestinal. A doença prolonga a internação dos pacientes acometidos, aumenta as taxas de morbidade e mortalidade, além de elevar os custos devido aos cuidados associados à infecção. O objetivo deste estudo foi apresentar uma revisão da literatura com relação aos mecanismos fisiopatológicos, transmissão hospitalar e controle do Clostridium difficile. Pôde-se concluir que a implantação de medidas preventivas, por parte dos estabelecimentos de saúde, como uso restrito de antibióticos, diagnóstico precoce e isolamento dos pacientes infectados, desinfecção adequada do ambiente e equipamentos e a educação continuada dos profissionais de saúde com relação à patogenicidade, transmissão e controle da bactéria, além da higienização correta das mãos destes profissionais, podem auxiliar no controle da transmissão deste patógeno.


Palavras-chave


antibioticoterapia; Clostridium difficile; diarreia; infecção hospitalar; TcdA; TcdB.

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