PORTO DE SANTOS: EDUCAÇÃO SANITÁRIA NA DEFESA AGROPECUÁRIA

Paula Andrea de Santis Bastos, Carolina C. M. Castro, Marcela Camerini, Vanessa A. Feijó, Thais M. Chucri, Vinícius C. Siqueira, Daniel G. B. Rocha

Resumo


Para minimizar o risco da entrada de patógenos no país todos os produtos de origem animal e vegetal têm que ter certificação sanitária internacional para assegurar o status sanitário do país estipulada pela OIE. Medidas de fiscalização da entrada e saída de produtos de origem animal e vegetal, no Brasil, são de competência exclusiva da Vigilância Agropecuária Internacional. A educação sanitária é uma importante ferramenta de defesa agropecuária. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento dos passageiros de cruzeiros marítimos internacionais a respeito da entrada de patógenos, no Brasil, por meio de produtos e subprodutos de origem animal e vegetal. Foram entrevistados 354 viajores de cruzeiros marítimos internacionais. Dos entrevistados, 63,5% referiram não terem tido contato anterior com nenhuma informação e 29,7% entendiam como motivo da proibição a possibilidade do produto estragar ou contaminar e não de comprometer a sanidade agropecuária. Há necessidade da ampliação de programa de educação sanitária em defesa agropecuária no terminal de passageiros de cruzeiros marítimos internacionais do Porto de Santos, estudando ainda, o delineamento de um programa específico para aeroportos que recebam vôos internacionais.


Palavras-chave


Defesa sanitária; Globalização; Vigilância epidemiológica; Zoofitossanitaria.

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Atas de Saúde Ambiental - ASA, ISSN 2357-7614